Congresso Americano Pode Bloquear Serviço GPS da Apple

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Uma nova patente GPS do iPhone da Apple veio à tona, mas o Congresso pode detê-la antes mesmo de chegar ao mercado.

A U.S. Patent and Trademark Office, escritório de marcas e patentes nos EUA, tornou público uma patente da Apple, detalhando um novo sistema de GPS da Apple intitulado “Dynamic Alerts for Calendar Events” (Dinâmica de Alertas para Eventos de Calendário).

Usando a tecnologia GPS, o sistema de alerta digitalizaria um calendário de eventos de uma pessoa de reuniões e a sua localização e, depois enviaria para ela as rotas de viagem mais rápidas e melhores.

O recurso de GPS também poderia alertar os usuários das condições de tráfego atuais e históricas, como as horas de pico e ou uma rota onde se tem um número maior de veículos, e poderia, então, fazer o usuário desviar para evitar esses perigos.

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O sistema também leva em conta as condições climáticas e de estrada, como trabalhos de construção e horários de transportes públicos.

A Apple poderá ainda usar dados de multidões para localizar os fatores externos, tais como eventos esportivos, concertos e reuniões públicas, alertando o cliente que o seu percurso pode ser atrasado ou sugerir alternativas.

Por exemplo, se a rota pede para ele ou ela passar por um estádio de futebol em dia de jogo, o sistema irá alertar o cliente do tráfego iminente e redirecioná-lo a evitar o impasse.

O recurso é promissor e daria uma margem para a fabricante de celulares, especialmente aos smartphones que se tornaram mais integrados à navegação. Mas a cidade de Cupertino, fabricante do iPhone na Califórnia, pode esbarrar em alguns obstáculos devido aos métodos que eles usam para coletar informações.

Em abril, a empresa admitiu rastrear dados de localização de usuários do dispositivo da Apple sem permissão com a finalidade de melhorar os serviços de trânsito, mas a Apple insistiu que nenhuma outra parte teve acesso à informação, dizendo que os dados foram coletados de forma anônima.

O assunto criou uma tempestade na mídia, levando os legisladores em Washington a perguntarem à Apple, juntamente com o Google e o Facebook, sobre o caminho que cada empresa recolhe informações de localização de seus usuários.

“Eu acredito que os consumidores têm o direito fundamental de saber quais dados estão sendo coletados sobre eles”, disse o senador Al Franken (de Minnesota), presidente da subcomissão Judiciária do Senado. “Eu também acredito que eles têm o direito de decidir se desejam compartilhar essa informação, e com quem querem compartilhá-la e quando.”

A controvérsia cercou a Apple, o Google e o Facebook e a sua manipulação dos dados privados podem encabeçar a legislação, que pode atenuar as patentes, como da Apple, que contam com o estabelecimento de grandes bancos de dados.

A característica maior do GPS da Apple depende muito de informações crowd-sourcing, que pela sua própria natureza, coleta dados através de usuários.

Se a Apple for impedida de compilar estes dados, o futuro da patente GPS pode ser colocado em dúvida a menos que outro meio de coleta de dados seja implementado.

A patente foi apresentada pela Apple em novembro de 2009, e é creditada a Geoffery G. Stahl e Yang Teck Lee.

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